O Piauí foi apontado como o estado menos violento das regiões Norte e Nordeste e o oitavo menos violento do Brasil, de acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, que reúne informações consolidadas referentes ao ano de 2025. Nesta quinta-feira (23), o governador Rafael Fonteles destacou o resultado nas redes sociais e afirmou que os indicadores refletem o fortalecimento das políticas públicas voltadas para a segurança e o combate à criminalidade. Segundo ele, os números mostram que o estado vem avançando na redução da violência e reforçam a importância da continuidade das ações desenvolvidas pelo governo.
O levantamento mostra que o Piauí registrou índice de 17,1 mortes violentas por 100 mil habitantes em 2025, desempenho melhor do que o registrado no ano anterior, quando o indicador foi de 20,3. O resultado também ficou abaixo da média nacional, que alcançou 19,1. No ranking nacional, o estado aparece entre os dez menos violentos do país e ocupa a primeira posição entre os estados do Norte e Nordeste. Em contraste, Bahia e Ceará registraram os maiores índices de violência entre os estados brasileiros analisados pelo estudo.
Produzido anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o anuário reúne dados oficiais enviados pelos órgãos estaduais e federais para traçar um panorama da criminalidade em todo o país. Para o governador Rafael Fonteles, a posição alcançada pelo Piauí demonstra que as estratégias adotadas na área da segurança têm contribuído para reduzir os índices de violência e fortalecer a atuação das forças policiais em diferentes regiões do estado.
Apesar do desempenho positivo no cenário geral, o relatório também chama atenção para o aumento de diferentes formas de violência contra as mulheres. O número de feminicídios caiu 7,8%, passando de 40 para 37 casos entre 2024 e 2025. As tentativas de feminicídio recuaram 19% e os homicídios de mulheres diminuíram 14,1%. Em contrapartida, cresceram os registros de lesão corporal em contexto de violência doméstica, ameaças, perseguição (stalking), violência psicológica e estupros contra mulheres. Os dados indicam que, embora os crimes letais tenham apresentado redução, outras formas de violência de gênero continuam avançando e permanecem como um dos principais desafios para a segurança pública e para a proteção das mulheres no estado.








