A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga notificações de eventos graves relacionados ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras. Segundo dados do sistema VigiMed, ao menos seis mortes suspeitas e 225 casos de pancreatite foram comunicados no Brasil. As informações estão em análise e, até o momento, não há indicação para suspensão da venda dos produtos.
As notificações envolvem medicamentos com diferentes substâncias, como semaglutida, liraglutida, dulaglutida, tirzepatida e lixisenatida, presentes em marcas usadas tanto para diabetes quanto para perda de peso. Os registros incluem ocorrências após o início da comercialização e durante estudos clínicos, com casos em estados como São Paulo, Paraná, Bahia e no Distrito Federal. Nos registros de óbitos, os locais não foram detalhados.
A Anvisa explica que os dados são considerados suspeitos e passam por avaliação técnica antes de qualquer confirmação de relação direta com os medicamentos. A agência também alerta que o número de casos pode ser maior, já que a notificação de reações adversas não é obrigatória no país, o que dificulta a identificação rápida de possíveis riscos.
O risco de pancreatite já consta na bula de alguns desses medicamentos. Desde junho de 2025, passou a valer no Brasil a exigência de retenção da receita médica para a compra das canetas. A Anvisa orienta que pacientes busquem atendimento imediato em caso de dor abdominal intensa, náuseas ou vômitos e que qualquer suspeita de reação adversa seja informada ao sistema VigiMed.










