O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) instalou, nesta quarta-feira (5), a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), responsável por coordenar os procedimentos de fiscalização das urnas eletrônicas durante as Eleições Gerais de 2026. O trabalho inclui a verificação da autenticidade e da integridade dos sistemas, além das auditorias de funcionamento dos equipamentos utilizados no dia da votação.
A comissão é presidida pelo juiz Francisco Valdo Rocha dos Reis e reúne representantes do Ministério Público Eleitoral e servidores da Justiça Eleitoral. Conforme o TRE-PI, o grupo foi constituído 60 dias antes do primeiro turno, seguindo as normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na véspera da eleição, serão sorteadas 23 urnas de diferentes municípios piauienses para a realização das auditorias.
Segundo o magistrado, os procedimentos permitem que partidos políticos, órgãos fiscalizadores, imprensa e eleitores acompanhem, de forma pública, a correspondência entre os votos registrados nas urnas e os resultados apresentados na totalização. Francisco Valdo afirmou que os testes demonstram a confiabilidade do sistema eletrônico de votação e contribuem para ampliar a transparência do processo eleitoral. Ao comentar os questionamentos sobre as urnas eletrônicas, o juiz afirmou que não existem provas de vulnerabilidade no sistema e classificou as críticas como infundadas.
A promotora eleitoral Flávia Gomes Cordeiro destacou que o Ministério Público Eleitoral participará de todas as etapas da auditoria para acompanhar os procedimentos e garantir a lisura do pleito. De acordo com ela, a atuação conjunta entre magistrados, promotores e servidores busca fortalecer a confiança da população no processo eleitoral e assegurar que todas as fases da votação ocorram com fiscalização e transparência.







