O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) articula a criação de um Ministério do Idoso para o próximo mandato, previsto para começar em janeiro de 2027. Segundo informações divulgadas pela jornalista Ana Flor, do g1, auxiliares do presidente já procuraram especialistas para discutir a estrutura e as atribuições da nova pasta. A ideia é reunir políticas públicas voltadas à saúde, à assistência social e à proteção dos direitos da população idosa, com o objetivo de concentrar iniciativas destinadas a esse grupo.
Entre as referências avaliadas pela equipe está a Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), ligada ao Núcleo do Envelhecimento Humano da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A instituição desenvolve atividades voltadas ao envelhecimento e à participação social de pessoas idosas. Um dos nomes citados nas conversas para comandar o possível ministério é o do médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso, que ocupou a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro durante o governo de Sérgio Cabral e atua em projetos de inclusão social e digital para a terceira idade. Até o momento, não há confirmação oficial de sua indicação.
O tema ganhou destaque após Lula mencionar a participação de eleitores idosos nas eleições. No discurso de vitória, no domingo (25), o presidente agradeceu às pessoas com mais de 70 anos que compareceram às urnas, embora o voto seja facultativo para essa faixa etária. Na terça-feira (27), durante a comemoração de seus 81 anos, Lula voltou a comentar o assunto ao receber um grupo de idosos. “Eu estava vendo o vídeo dos velhinhos votarem. Eu, sinceramente, acho que foi a imagem mais forte e humana que já vi em uma eleição”, afirmou.
Apesar das articulações relatadas, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) não confirmou as conversas para a criação do novo ministério. Ainda não foram divulgados detalhes sobre o orçamento, a estrutura administrativa, as atribuições formais ou a quantidade de cargos que a pasta poderia ter. Caso avance, a proposta deverá integrar o planejamento da próxima gestão federal, mas a criação oficial e a escolha de um eventual ministro ainda dependem de confirmação do governo.








