O presidente da Câmara Municipal de Teresina, Enzo Samuel (PDT), afirmou nesta segunda-feira (16) que os vereadores devem buscar um “meio-termo” em relação aos casos de aumento excessivo do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de 2026. Segundo ele, a proposta de reajuste apresentada pela Prefeitura ainda não foi encaminhada ao Legislativo.
De acordo com o município, o novo modelo do IPTU prevê reajuste para mais de 200 mil imóveis, isenção para 119 mil contribuintes e redução do valor para 41 mil imóveis. A estimativa da Prefeitura é arrecadar R$ 22 milhões neste ano, caso o texto seja aprovado pela Câmara.
Em entrevista, Enzo Samuel disse que a Câmara pretende discutir uma solução para reduzir o impacto sobre os contribuintes que tiveram aumento elevado. “Em relação àqueles que tiveram aumento excessivo, nós vamos trabalhar para que a gente consiga chegar a um meio-termo e a gente possa dar uma resposta o quanto antes para o contribuinte teresinense. Eu sempre defendi o diálogo como uma forma de você chegar às melhores respostas para os problemas da cidade”, declarou.
A nova proposta, apresentada na semana passada pelo prefeito Silvio Mendes, permite o parcelamento do tributo até dezembro e estabelece um teto de até 25% para o aumento do imposto em 2026. Apesar disso, Enzo Samuel afirmou que os valores devem ser mantidos, sob o argumento de que a medida não representa renúncia









