A Câmara de Teresina aprovou nesta terça-feira (16) a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, com uma previsão de receita e despesas de R$ 6,08 bilhões. O orçamento contempla áreas prioritárias como saúde e educação, mas gerou protestos de servidores municipais, que buscam o reajuste de seus salários, atualmente abaixo do valor do salário mínimo.
O vereador João Pereira (PT) propôs uma emenda que buscava equiparar o salário dos servidores municipais ao salário mínimo de R$ 1.518, mas a proposta não foi aprovada na LOA. A administração municipal argumenta que a implementação de um aumento salarial direto já foi discutida ao longo do ano e que a prefeitura se compromete a tratar do tema com os servidores em reuniões previstas para janeiro.
O impacto financeiro dessa equiparação salarial foi discutido durante o ano, e a Prefeitura de Teresina já calcula o efeito no orçamento. O líder do prefeito na Câmara, vereador Bruno Vilarinho (PRD), destacou que a gestão municipal irá dialogar com as categorias de servidores a partir de janeiro, com a promessa de que aqueles que ganham abaixo do mínimo receberão aumento gradativo.
Além do debate salarial, a LOA também prevê investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação, com R$ 2 bilhões para saúde e R$ 1,2 bilhão para educação. A Câmara aprovou remanejamento de recursos para a criação de um novo Conselho Tutelar e apoio aos blocos de rua de Carnaval, com a previsão de destinar R$ 800 mil para essas ações. A gestão também contempla obras de infraestrutura e programas sociais, como parte das prioridades para o próximo ano.









