A atuação de ex-dirigentes do Banco Central em contratos com o Banco Master entrou no radar da CPI do Crime Organizado, que analisa movimentações financeiras realizadas entre 2022 e 2025. A apuração ganhou força após a liquidação extrajudicial do banco, ocorrida em novembro do ano passado, e envolve dados fiscais fornecidos pela Receita Federal.
De acordo com as informações reunidas pela comissão, os valores pagos pelos serviços de consultoria ultrapassam R$ 25 milhões no total bruto, com cerca de R$ 20 milhões efetivamente recebidos após descontos tributários. A quebra de sigilo bancário e fiscal da instituição permitiu detalhar os contratos firmados antes da intervenção do Banco Central.
Entre os principais beneficiados está Henrique Meirelles, que concentrou a maior fatia dos repasses, com pagamentos milionários realizados nos últimos dois anos. Ele sustenta que sua atuação se restringiu a análises econômicas, sem qualquer envolvimento com decisões operacionais ou interlocução com autoridades.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Também aparecem na lista Gustavo Loyola, que recebeu valores expressivos por meio de consultoria contínua, e Pedro Malan, citado de forma indireta por ligação com um escritório contratado. Paralelamente, a CPI examina indícios de irregularidades envolvendo funcionários do Banco Central e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, o que resultou no afastamento de servidores e na abertura de investigações internas.










