O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros Luiz Marinho (Trabalho), Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Miriam Belchior (Casa Civil) assinaram nesta segunda-feira (30), o decreto que estabelece o novo valor do salário-mínimo a partir de janeiro de 2025: R$ 1.518. O aumento de R$ 106,00 (7,5%) é resultado da combinação de 4,84% referente ao INPC, que mede a inflação, e 2,5% do crescimento do PIB, proporcionando um ganho real acima da inflação.
O ministro Luiz Marinho declarou que o aumento do salário-mínimo é uma política de valorização e também é essencial para a redução da desigualdade social e o combate à fome no Brasil. Marinho ressaltou que o país continuará seu ciclo de crescimento econômico em 2025, com o desemprego em queda.
O reajuste beneficiará cerca de 59 milhões de brasileiros que têm rendimentos atrelados ao salário-mínimo, incluindo 19 milhões de aposentados e pensionistas. Além disso, o valor do piso salarial também serve de base para a correção de diversos benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o abono salarial e o seguro-desemprego. A valorização do salário-mínimo, segundo Marinho, é um dos pilares para melhorar as condições de vida da população.
A política de valorização do salário-mínimo, que foi retomada pelo governo de Lula em 2023, determina que o reajuste será baseado na inflação do ano anterior, mais o crescimento do PIB. Esse modelo, que havia sido interrompido entre 2017 e 2022, busca garantir que o salário-mínimo não apenas repõe as perdas inflacionárias, mas também promova um ganho real para os trabalhadores.










