As empresas responsáveis pela distribuição de gás natural no Brasil devem transferir ao consumidor final o reajuste anunciado pela Petrobras. A informação foi divulgada pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado, que explicou que as companhias apenas cumprem as determinações definidas pela regulação do setor e não têm margem de ganho sobre essas variações.
Com a atualização dos preços, estados brasileiros devem promover mudanças nas tarifas aplicadas a diferentes segmentos, incluindo o gás encanado residencial e o gás natural veicular. A expectativa da entidade é que esses novos valores entrem em vigor nos próximos dias, conforme os ajustes forem autorizados pelos órgãos reguladores locais.
O diretor-executivo da associação, Marcelo Mendonça, afirmou que o país tem capacidade de atender à própria demanda e, por isso, não deveria sofrer influência de fatores externos. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que, em fevereiro, a produção nacional ultrapassou 65 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, impulsionada pela ampliação de áreas de exploração.
A Petrobras informou que, desde 2022, o valor médio do gás fornecido às distribuidoras apresenta queda acumulada de 26%, mesmo considerando a atualização mais recente. Segundo a estatal, o impacto no bolso do consumidor depende de fatores como volume contratado e tipo de produto. A empresa também destacou que os contratos incluem mecanismos para reduzir oscilações frequentes e incentivar o consumo.









