O governo brasileiro iniciou um levantamento para entender os impactos da guerra comercial iniciada por Donald Trump. A pedido do vice-presidente Geraldo Alckmin, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior está analisando quais setores mais podem ser afetados por uma possível elevação das tarifas impostas pelos Estados Unidos. O estudo também busca identificar estratégias de resposta, com foco na adaptação dos setores mais vulneráveis.
O governo brasileiro já percebe que a imposição de tarifas pode gerar efeitos colaterais, afetando outras áreas e até o mercado interno. Ao mesmo tempo, há uma pressão para ampliar a busca por novos mercados e reduzir a dependência do mercado norte-americano. A cautela é a principal diretriz dos responsáveis pelas relações comerciais no Brasil, mas o presidente Lula tem afirmado que o Brasil tomará medidas de retaliação se necessário.
A análise do governo inclui um estudo de como a retaliação dos Estados Unidos afetaria a economia nacional, levando em conta que setores como aço, carne, máquinas e equipamentos podem ser os mais prejudicados. As exportações brasileiras de petróleo bruto e peças de ferro também estão em risco. Especialistas alertam que, embora seja necessário reagir, é preciso avaliar cuidadosamente os impactos de uma retaliação, já que os EUA são um mercado importante para o Brasil.
No cenário internacional, além das medidas de retaliação, o governo avalia estreitar relações comerciais com os países do BRICS, como China, Rússia e Índia. Existe a expectativa de que, com a disputa comercial entre China e Estados Unidos, o Brasil possa se beneficiar ao aumentar suas exportações para o mercado chinês, que pode buscar alternativas aos produtos americanos. Mesmo assim, a estratégia de cautela continua, visando evitar atrair mais atenção para o Brasil neste cenário de incerteza global.










