Maria Lauane Silva, de apenas 3 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (6) no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), tornando-se a terceira vítima fatal do envenenamento coletivo ocorrido em Parnaíba, no litoral do Piauí. Lauane estava internada devido à falência múltipla dos órgãos, em decorrência da ingestão de um alimento contaminado com pesticida. Ela é irmã de Igno Davi, de 1 ano e 8 meses, que faleceu na última quinta-feira (2), e primo de Manoel Leandro da Silva, de 18 anos, que também não resistiu.
Outras duas vítimas, a mãe das crianças, Francisca Maria, e a irmã Maria Gabrielle, seguem internadas e em tratamento. A tragédia aconteceu após a ingestão de arroz e peixe doados à família, em uma ação que está sendo investigada como homicídio. O laudo da Polícia Científica do Piauí revelou que a substância tóxica terbufós, um veneno proibido no Brasil, foi encontrada no arroz consumido pelas vítimas. O veneno, usado em agrotóxicos e também no chumbinho, foi intencionalmente misturado à comida.
O delegado Abimael Silva, responsável pela investigação, afirmou que o caso está sendo tratado como homicídio. Ele acredita que o veneno foi adicionado deliberadamente aos alimentos antes de serem servidos à família. A polícia ainda investiga quem pode ter cometido o crime, que tem como cenário uma possível tentativa de envenenamento em massa.
O caso gerou comoção na cidade e levanta preocupações sobre o uso de substâncias tóxicas proibidas, como o terbufós, que é utilizado em venenos para roedores. A Polícia Civil do Piauí segue à frente da investigação para identificar os responsáveis pela tragédia. Até o momento, não há evidências que conectem o caso ao envenenamento de cajus ocorrido anteriormente em 2024, também envolvendo membros da mesma família.










