O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, foi escolhido para relatar três ações que tratam de temas relacionados à propaganda eleitoral e que podem ter reflexos no cenário político de 2026. Entre os processos estão questionamentos envolvendo o filme Dark Horse e uma pesquisa eleitoral contestada pelo Partido Liberal (PL).
A definição ocorreu por meio de sorteio realizado pela própria Corte. Os processos foram distribuídos com base em uma resolução publicada no fim de maio, que estabeleceu a atuação de Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha na análise de ações relacionadas à propaganda eleitoral durante o período que antecede as eleições.
Uma das representações foi protocolada pelo Partido Liberal contra a AtlasIntel. A legenda questiona a metodologia utilizada em um levantamento eleitoral e sustenta que uma das perguntas apresentadas aos entrevistados poderia influenciar negativamente a avaliação de um pré-candidato. Segundo o partido, a pesquisa reproduziu um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.
As outras duas ações têm como foco o filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma delas, o deputado federal Rogério Correia pede a suspensão da exibição da produção, alegando possível impacto eleitoral. Na outra, o deputado Arlindo Chinaglia solicita investigação sobre eventual abuso de poder econômico e político relacionado ao financiamento da obra. Como relator, Nunes Marques será responsável por analisar os pedidos iniciais e conduzir os próximos procedimentos antes de eventual julgamento pelo plenário do TSE.










