O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) aguarda uma definição do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a possibilidade de receber urnas eletrônicas de outros estados para reforçar a estrutura das eleições de 2026. Atualmente, o estado enfrenta um déficit superior a 1.400 equipamentos, situação que tem mobilizado a Justiça Eleitoral na busca por alternativas para garantir o funcionamento regular do processo de votação.
Segundo o presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson, foi apresentada ao TSE uma proposta construída em conjunto com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia para redistribuir urnas disponíveis em outras unidades da federação. A sugestão prevê que cada tribunal mantenha uma reserva equivalente a 10% do seu parque de equipamentos, permitindo que o excedente seja direcionado aos estados que enfrentam escassez.
De acordo com o magistrado, o Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu um prazo de 15 dias para analisar a proposta e definir a viabilidade do remanejamento. A expectativa é que a medida permita suprir a demanda do Piauí sem comprometer a estrutura dos demais tribunais eleitorais do país.
Caso a redistribuição não seja realizada a tempo, o TRE-PI avalia a possibilidade de reunir mais eleitores em uma mesma seção eleitoral. A medida, no entanto, pode gerar impactos no dia da votação e prolongar o tempo necessário para a conclusão da apuração. Segundo o presidente da corte, o aumento do número de eleitores por seção tende a ampliar a quantidade de senhas distribuídas após o encerramento do horário oficial de votação, o que pode atrasar a divulgação dos resultados.










