Não é de hoje que parte da política piripiriense tenta transformar derrota eleitoral em “estratégia processual”. O roteiro é conhecido: perde no voto, recorre; perde de novo, recorre de novo; e assim segue tentando encontrar, na disputa jurídica, o que não conseguiu na disputa democrática.
A nova decisão que coloca em questionamento a reeleição da prefeita Jôve Oliveira se insere exatamente nesse contexto.
Mas aqui, é importante deixar claro:
a prefeita respeita integralmente a Justiça Eleitoral, segue no cargo e está tomando as medidas legais cabíveis, dentro do que a lei determina.
E a própria Jôve foi direta:
“Assim que eu for formalmente notificada da decisão proferida pela Justiça Eleitoral, vamos estar impetrando o recurso imediato ao Tribunal Regional Eleitoral.”
Não houve tentativa de criar conflito institucional. Não houve crítica ao Judiciário. Houve apenas confiança no sistema de Justiça e convicção de que o processo será corrigido na instância superior:
“Estou absolutamente convicta de que o Tribunal corrigirá esse equívoco. Pois, sinceramente, gente, não houve em momento algum abuso de poder no processo eleitoral.”
Mas existe um fato que ninguém pode esconder: Jôve foi reeleita com 72,01% dos votos, 27.644 pessoas. A diferença para o segundo colocado foi de 17.174 votos.
Isso não é resultado apertado. É aprovação popular.
E é justamente esse apoio popular que explica a irritação da oposição, e não qualquer irregularidade eleitoral:
“Os mesmos fatos utilizados pela oposição derrotada de Piripiri, aquela que perdeu feio em 2020, perdeu feio em 2024, estão tentando reverter nas cortes aquilo que não conquistaram no voto.”
É aqui que entra a análise política:
terminou a eleição, mas a oposição ainda não terminou a campanha.
Quando não há força nas ruas, quando não há respaldo nas urnas, quando o eleitor diz “não” duas vezes seguidas, resta apostar nas manobras processuais.
A gestão, porém, não para.
Jôve deixou isso extremamente claro:
“Reafirmo que seguirei no exercício pleno do meu mandato até a decisão final da Justiça Eleitoral. Nada muda o compromisso que assumi com cada cidadã, com cada cidadão da minha terra querida.”
E concluiu com a força que sua militância reconhece:
“Essas manobras não vão afastar o nosso foco. Seguirei trabalhando por Piripiri, a capital do mundo.”
Por fim, a Justiça segue seu curso, dentro da legalidade. A prefeita continua no cargo, governando normalmente e o processo será analisado em instância superior.
Enquanto isso, a oposição, derrotada novamente, tenta transformar desgaste político em vitória jurídica.









