O ministro Alexandre de Moraes, que está na segunda semana como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tem se empenhado para coibir a violência durante as eleições deste ano. A Corte eleitoral estuda uma possível restrição ao porte de armas para a categoria de caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) na votação do primeiro turno, que acontece no dia 2 de outubro.
Na manhã desta quarta-feira (24), Moraes se reuniu com 23 comandantes-gerais da Polícia Militar dos estados. O encontro tinha o intuito de debater este e outros itens acerca da segurança durante o período eleitoral.
O TSE, na ata do encontro, listou oito tópicos abordados na reunião extraordinária. Além da questão das armas, o magistrado discutiu sobre a criação de um núcleo de inteligência; a segurança dos mesários; e “a garantia da segurança pública nas eleições, a hierarquia e a disciplina policiais”.
De acordo com o que foi falado na reunião do ministro com os comandantes-gerais da PM, o grupo de inteligência seria composto por três membros indicados pelo Conselho Nacional de Comandantes Gerais (CNCG) e três servidores do TSE.
Foi destacada ainda a importância da possibilidade de os eleitores serem impedidos de usar aparelhos celulares na cabine de votação, e a assinatura de um termo de cooperação entre as corporações.
James Padilha, comandante-geral da PM de Rondônia, na saída da audiência, falou aos jornalistas que os representantes foram “enfáticos e uníssonos” ao transmitirem a mensagem de que as “tropas estão sob controle”.
Segundo o militar, a atuação da polícia será imparcial, isenta e tranquila “para que possam atuar como instituições de Estado que são, e não instituições de governo”.
Com informação do Correio Braziliense.









